11 de ago. de 2015

Pseudica: "La Luna", 7 minutos de poesia em uma animação Pixar


Já faz um tempo que não posto nada sobre filmes que assisti aqui no blog. Porém, resolvi voltar a postar depois de assistir, há alguns minutos, ao curta-metragem da Pixar, "La Luna". Este é uma fábula atemporal de um garoto que é levando para o trabalho que já é tradição de sua família, já que, em um barco de madeira velho que parte mar adentro, e sem terra à vista, encontram-se 3 gerações da família, uma criança, um adulto e um idoso. Uma grande surpresa aguarda o menino quando ele descobre o trabalho incomum de sua família. 

O curta é de uma simplicidade e beleza incríveis, como a maioria dos curtas da Pixar; tão encantador que, imagino eu, é impossível ficar triste ou pensar algo negativo ao final do mesmo.

Encontrei-o disponível no Youtube, com o player abaixo:

19 de jun. de 2015

Eu não sei parar... de te olhar.

Faz algum tempo que não posto texto de outras pessoas aqui no blog, mas hoje, ouvindo um pouco de Ana Carolina, vi um texto dela que é incrível e precisei compartilhar.


Te olho nos olhos e você reclama que te olho muito profundamente. 

Desculpa, tudo que vivi foi profundamente. Eu te ensinei quem sou e você foi me tirando os espaços entre os abraços, guarda-me apenas uma fresta. 

Eu que sempre fui livre, não importava o que os outros dissessem. Até onde posso ir para te resgatar?

Reclama de mim, como se houvesse possibilidade de me inventar de novo. Desculpa, desculpa se te olho profundamente, rente à pele, a ponto de ver seus ancestrais nos seus traços. A ponto de ver a estrada onde ficam seus passos. 

Eu não vou separar minhas vitórias dos meus fracassos! 

Eu não vou renunciar a mim; nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser vibrante, errante, sujo, livre, quente. 

Eu quero estar viva e permanecer te olhando profundamente.


Ana Carolina


8 de jun. de 2015

#JesusCuraAHomofobia


Me irrita ver a avalanche de desinformação, preconceito e intolerância que invadiu a internet hoje, após ser divulgada uma imagem de uma mulher trans crucificada na Parada do Orgulho LGBT de São Paulo e pedindo BASTA À LGBTfobia. 

Para quem tem o mínimo de informação, bom senso e interpretação de texto, percebe que a mulher, ao fazer referência a Cristo, chama atenção para avalanche de ódio e crimes contra a população LGBT. Assim como Jesus foi condenado injustamente por uma maioria, hoje muitos gays, lésbicas, transexuais e travestis o são. 

Além disso, Jesus lutou durante toda sua vida a favor dos oprimidos e marginalizados; até mesmo quando estava na cruz, foi capaz de perdoar um ladrão. Assim, vocês, fanáticos religiosos, acham mesmo que ele se voltaria contra a população LGBT? Parem de tentar usar o cristianismo para justificar um ódio que é exclusivo seu. Jesus, a todo momento, pregou o amor e você, que se diz defensor da fé cristã, deveria pregar aquilo que ele diz ser primordial: amor. 

Pra finalizar, penso que imagens como essas não seriam necessárias se cristãos e outras parcelas da sociedade respeitassem a orientação sexual e identidade de gênero dos seus semelhantes, parando de dispensar tanto tempo tentando impedir que as pessoas vivam da forma que desejam. 

Mais amor, por favor!


Guilherme Rodrigues Santos

3 de abr. de 2015

01 de Abril de 2015

É... Hoje foi difícil engolir a comida no restaurante universitário da UFMG. 

Primeiro, na hora do almoço, ouço de três pessoas que estavam ao meu lado, que "já tava na hora da Fafich fazer uma limpeza desse 'povo' que frequenta la". 

Já no jantar, duas pessoas - que me pareceram um casal - diziam sobre os intercambistas negros e africanos que estão na UFMG quando o homem disse "eles são esforçados e até conseguem aprender, apesar de todas as limitações".

Sabe, no dia da mentira, o que mais senti foi indignação e muito, muito arrependimento por ter engolido tanto preconceito sem vomitá-lo ali, para aquelas pessoas brancas e pseudodotadas de intelecto.


Guilherme Rodrigues Santos

18 de jan. de 2015

Eu que amo demais

Eu que sempre me importo com quem me cerca.

Eu que sempre choro pela dor alheia.

Eu que sempre sorrio e desejo bons dias.

Eu que sempre penso antes de falar.

Eu que sempre me dou.

Eu que sempre ouço calado.

Eu que acho que posso cuidar das pessoas.

E que sempre me entrego por inteiro.


Eu que amo demais. 
E choro sozinho a noite.


Guilherme Rodrigues Santos